Posts tagged ‘música’

Sobre a Nona de Mahler

22/06/2010 at 1:56 am Deixe um comentário

Philosophy, Ben Folds

Excelente performance. Letra fantástica.

Won’t you look up at the skyline
at the mortar block and glass
and check out the reflections
in my eyes
you see they always
used to be there
even when this all was grass
and I sang and danced
about a high-rise

you were laughing at
my helmet hat
laughing at my torch

Go ahead you can
laugh all you want
I got my philosophy
keeps my feet on the ground
and I trust it like the ground
and that’s why my philosophy(my phil-)
it keeps me walking when I’m falling down(o-so-phy)

I see that there is evil
and I know that there is good
and the inbetweens
I never understood
won’t you look at me
I’m crazy
but I get the job done
yeah I’m crazy
but I get the job done

I pushed you ‘cause
I loved you guys
I didn’t realize
you weren’t having fun
I dragged you up the stairs
and I told you to fly
you were flapping your arms
you started to cry
you were too high
too high

You may take this all for granted
take the mortar, block and glass
and you forget the speech
that moved the stone
but it’s really not that you can’t see
the forest for the trees
you’ve never been out
in the woods alone

So you can laugh
all you want to
but I got my philosophy
keeps my feet on the ground
and I love you
you’re my friend
but you got no philosophy
now it’s time for this song to end

28/03/2010 at 4:26 pm Deixe um comentário

Música na Madrugada: Iannis Xenakis, Metastaseis

Xenakis é um compositor e arquiteto grego da segunda metade do século XX. Metastaseis (Transformações Dialéticas) é uma peça que me evocou sensações inusitadas. Nunca tinha sentido ‘medo’ em sua forma mais ‘natural’ do que quando da audição atenta a Metastaseis. A tensão é constante e crescente. Pode ser que haja algum vínculo natural-evolutivo entre tensão e instintos de sobrevivência. Não sou pessoa adequada para falar sobre mas há referências que talvez queiram apontar – mesmo que de longe – para essa direção.

17/12/2009 at 4:38 am Deixe um comentário

Trip to Asia: The Quest for Harmony

Trip to Asia cover imageA busca pessoal em meio às pressões em nome da perfeição na vida de músicos de orquestra. Um filme de Thomas Grube, filmado durante a turnê da Ásia da Filarmônica de Berlim (Sir Simon Rattle, regente), retrata a luta de egos e a jornada interior a que os músicos estão expostos em um documentário bastante diferente.

Você pode ler uma crítica no The Guardian aqui.

14/12/2009 at 1:43 am Deixe um comentário

Música na Madrugada: Brahms, Sonata para Piano No. 2


Primeiro e Segundo Movimentos


Terceiro Movimento


Quarto Movimento

13/12/2009 at 4:03 am Deixe um comentário

Música na Madrugada: Black Hole Sun por Brad Mehldau Trio

Sempre fui um grande defensor, mesmo que totalmente em segredo durante tanto tempo, de que Black Hole Sun é uma grande música mas por motivos que nos impedem de assumir alguns gostos por pura autocrítica exacerbada, guardei para mim mesmo essa opinião durante bastante tempo.

O fato é que Black Hole Sun É uma grande canção. Não estou aqui falando de letra, até porque o próprio Chris Cornell, em entrevista, já afirmou que a letra não tem nenhum sentido mesmo. Falo de MÚSICA. Para quem não conhece, trata-se de uma música da banda Soundgarden, do movimento grunge. A música foi lançada no álbum Superunknown, de 1994 e possui um clipe bem bizarro. Inclusive tive meu primeiro contato com a faixa por meio do videoclipe, na época em que a MTV ainda era uma TV que passava música. Aos que querem ouvir a música original, favor clicar aqui. O link abre em outra janela e é o vídeo do clipe, bastante bizarro. Perceba especialmente a melancolia que a harmonia transparece.

O que me motivou a assumir facilmente o gosto por Black Hole Sun foi a descoberta de um arranjo belíssimo pelo pianista Brad Mehldau. Brad, que já fez arranjos de Paranoid Android e Exit Music, do Radiohead, por exemplo, é um grande músico de jazz e quebra a fronteira do preconceito que em geral há dos músicos “acadêmicos” com relação ao rock e à música popular em geral.

O que sugiro como audição são duas performances da canção: uma é pelo próprio compositor e cantor original – Chris Cornell – em voz e violão (belíssima interpretação) e a outra é uma performance ao vivo na Espanha do Brad Mehldau Trio (Brad Mehldau-piano, Larry Grenadier-baixo e Jeff Ballard-bateria) executando Black Hole Sun. Abaixo, aos que são fortes de espírito.


Chris Cornell, voz e violão


Brad Mehldau Trio, Parte 1


Brad Mehldau Trio, Parte 2

11/12/2009 at 1:10 am Deixe um comentário

Mônica Salmaso em Natal no projeto Nação Potiguar

Não sei bem se é o método padrão de entrada no palco subir entrando-se pelo meio da plateia mas foi assim que Mônica Salmaso, Teco Cardoso e Nelson Ayres subiram ao palco da edição comemorativa dos 8 anos de existência do projeto – demonstrando simplicidade. Ao abrirem a apresentação com Melodia Sentimental, do nosso grande Villa, Salmaso, Cardoso e Ayres arrebataram o público, que, em absoluto silêncio, como há muito tempo não presenciava – e até me arrisco a dizer que talvez nunca tenha visto, em verdade -, absorvia a densa massa de conteúdo sonoro. Salmaso, ela própria, comentou acerca do fato da plateia da noite ter entrado num clima tão forte de troca de energia com os músicos.

Da riqueza dos timbres, o cuidado nos arranjos, a sensibilidade e aparente simplicidade da execução e da cumplicidade demonstrada pelo trio, podemos concluir seguramente que o espetáculo que ocorreu hoje está dentre aqueles que mais honram a música popular brasileira. O trio, que está em nova turnê após a turnê anterior “Noites de Gala, Samba na Rua”, turnê essa que contava com uma formação maior (o grupo Pau Brasil, que é formado adicionando-se três outros membros: Rodolfo Stroeter – baixo, Paulo Belinatti – violão, e Ricardo Mosca – bateria), como Mônica Salmaso explicou ao público, iniciou com a ideia de ser uma versão reduzida do “Noites” mas no decorrer dos ensaios veio a ser algo diferente. Do repertório original do “Noites”, apenas “Construção” e “Ciranda da Bailarina”, ambas de Chico, permaneceram. Todo o resto foi preenchido por novos arranjos de outro repertório. Dentre eles, um duo de sopro e piano, cujo título da obra não me recordo, mas de autoria de Nelson Ayres, e uma performance solo de Salmaso, que cantou “Véspera de Natal”, de Adoniran Barbosa – um dos pontos altos. Não faz muito sentido se falar em destaque em um espetáculo desta magnitude, visto que tudo está em um nível tão alto que soa até bobo colocar obras de arte para competirem entre si. Entretanto, muito provavelmente por ignorância deste que escreve, não pude deixar de me espantar positivamente com a belíssima composição de Nelson Ayres, “Noite”, cuja melodia Salmaso relatou ter ficado em sua cabeça durante semanas quando de ouvi-la pela primeira vez.

Acredito que estive diante de uma das performances mais belas que verei em minha vida. Não se confunda aqui com grandiosidade, grandiloquência ou qualquer outra noção mais cara à magnitude da coisa. O que vi hoje foi algo que transcende em muito a mera magnitude técnico-musical. Vi algo que estampa beleza em todos os níveis. O grau de consciência desses artistas é imenso e, a julgar pela que nos foi demonstrado, descer até o nível de detalhamento que eles desceram (ou subiram, melhor!) é mais do que uma escolha artístico-performática mas, acima de tudo, um ato de respeito à Música e à Cultura Brasileira. O canto de Mônica Salmaso, os sopros de Teco Cardoso e o percutir de notas do piano de Nelson Ayres estão carregados de zelo e beleza. O trabalho do trio merece a maior divulgação possível.

09/12/2009 at 2:37 am 1 comentário

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