Posts tagged ‘arte’

Sobre a Nona de Mahler

22/06/2010 at 1:56 am Deixe um comentário

Música na Madrugada: Iannis Xenakis, Metastaseis

Xenakis é um compositor e arquiteto grego da segunda metade do século XX. Metastaseis (Transformações Dialéticas) é uma peça que me evocou sensações inusitadas. Nunca tinha sentido ‘medo’ em sua forma mais ‘natural’ do que quando da audição atenta a Metastaseis. A tensão é constante e crescente. Pode ser que haja algum vínculo natural-evolutivo entre tensão e instintos de sobrevivência. Não sou pessoa adequada para falar sobre mas há referências que talvez queiram apontar – mesmo que de longe – para essa direção.

17/12/2009 at 4:38 am Deixe um comentário

Woody Allen sobre Bergman

Mestre falando de Mestre. Genial. Obrigatório assistir.

15/12/2009 at 1:26 am Deixe um comentário

Trip to Asia: The Quest for Harmony

Trip to Asia cover imageA busca pessoal em meio às pressões em nome da perfeição na vida de músicos de orquestra. Um filme de Thomas Grube, filmado durante a turnê da Ásia da Filarmônica de Berlim (Sir Simon Rattle, regente), retrata a luta de egos e a jornada interior a que os músicos estão expostos em um documentário bastante diferente.

Você pode ler uma crítica no The Guardian aqui.

14/12/2009 at 1:43 am Deixe um comentário

Música na Madrugada: Brahms, Sonata para Piano No. 2


Primeiro e Segundo Movimentos


Terceiro Movimento


Quarto Movimento

13/12/2009 at 4:03 am Deixe um comentário

Valsa com Bashir

Valsa com Bashir, filme de 2008 sobre a Guerra Civil Libanesa de 1982, é, encurtando a descrição, um filme sobre o sofrimento psicológico causado pela guerra e a estupidez humana.

Em animação, o filme acompanha a vida de um cineasta, que, após conversa com um velho amigo, começa uma busca interior por suas memórias da guerra, inexistentes. Ao longo de sua busca, ele viaja para o encontro de velhos amigos que serviram juntamente a ele no exército. Os diálogos e relatos de cada uma das pessoas com quem ele se encontra são duros e em todos eles podemos perceber uma marca comum: as cicatrizes deixadas pela guerra, o que me fez chegar à conclusão de que o filme se passa muito mais em um nível psicanalítico do que em qualquer outro nível.

É impossível assistir a Valsa com Bashir e não querer compará-lo com pelo menos outros dois filmes: Apocalipse Now (Coppola) e Nascido Para Matar (Kubrick). Não, Valsa com Bashir não apresenta fortes semelhanças com nenhum desses dois filmes. A linguagem e o nível de granularidade dos acontecimentos é muito menor em ‘Valsa’. O palco para a encenação de ‘Valsa’ é a cabeça de um homem perplexo por não haver bloqueado todas as suas memórias da guerra. Embora Nascido Para Matar e Apocalipse Now flertem com um dos caminhos de ‘Valsa’ – o da estupidez humana de que se trata a guerra, esteticamente, como já falei, eles funcionam em níveis bastante distintos.

No fim do dia, Valsa com Bashir foi o filme que mais efetivamente me pareceu representar a ideia anti-guerra e o moto-perpétuo da máquina de intolerância humana frente ao diferente em um nível universal, enquanto que Apocalipse Now e Nascido Para Matar ficam presos a um contexto específico (Vietnã). Trata-se de um filme duro e que força a reflexão. Uma ótima escolha, se você está disposto.

12/12/2009 at 10:16 pm Deixe um comentário

Música na Madrugada: Black Hole Sun por Brad Mehldau Trio

Sempre fui um grande defensor, mesmo que totalmente em segredo durante tanto tempo, de que Black Hole Sun é uma grande música mas por motivos que nos impedem de assumir alguns gostos por pura autocrítica exacerbada, guardei para mim mesmo essa opinião durante bastante tempo.

O fato é que Black Hole Sun É uma grande canção. Não estou aqui falando de letra, até porque o próprio Chris Cornell, em entrevista, já afirmou que a letra não tem nenhum sentido mesmo. Falo de MÚSICA. Para quem não conhece, trata-se de uma música da banda Soundgarden, do movimento grunge. A música foi lançada no álbum Superunknown, de 1994 e possui um clipe bem bizarro. Inclusive tive meu primeiro contato com a faixa por meio do videoclipe, na época em que a MTV ainda era uma TV que passava música. Aos que querem ouvir a música original, favor clicar aqui. O link abre em outra janela e é o vídeo do clipe, bastante bizarro. Perceba especialmente a melancolia que a harmonia transparece.

O que me motivou a assumir facilmente o gosto por Black Hole Sun foi a descoberta de um arranjo belíssimo pelo pianista Brad Mehldau. Brad, que já fez arranjos de Paranoid Android e Exit Music, do Radiohead, por exemplo, é um grande músico de jazz e quebra a fronteira do preconceito que em geral há dos músicos “acadêmicos” com relação ao rock e à música popular em geral.

O que sugiro como audição são duas performances da canção: uma é pelo próprio compositor e cantor original – Chris Cornell – em voz e violão (belíssima interpretação) e a outra é uma performance ao vivo na Espanha do Brad Mehldau Trio (Brad Mehldau-piano, Larry Grenadier-baixo e Jeff Ballard-bateria) executando Black Hole Sun. Abaixo, aos que são fortes de espírito.


Chris Cornell, voz e violão


Brad Mehldau Trio, Parte 1


Brad Mehldau Trio, Parte 2

11/12/2009 at 1:10 am Deixe um comentário

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