Posts filed under ‘música’

Sobre a Nona de Mahler

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22/06/2010 at 1:56 am Deixe um comentário

Música na Madrugada: Iannis Xenakis, Metastaseis

Xenakis é um compositor e arquiteto grego da segunda metade do século XX. Metastaseis (Transformações Dialéticas) é uma peça que me evocou sensações inusitadas. Nunca tinha sentido ‘medo’ em sua forma mais ‘natural’ do que quando da audição atenta a Metastaseis. A tensão é constante e crescente. Pode ser que haja algum vínculo natural-evolutivo entre tensão e instintos de sobrevivência. Não sou pessoa adequada para falar sobre mas há referências que talvez queiram apontar – mesmo que de longe – para essa direção.

17/12/2009 at 4:38 am Deixe um comentário

Música na Madrugada: Brahms, Sonata para Piano No. 2


Primeiro e Segundo Movimentos


Terceiro Movimento


Quarto Movimento

13/12/2009 at 4:03 am Deixe um comentário

Música na Madrugada: Black Hole Sun por Brad Mehldau Trio

Sempre fui um grande defensor, mesmo que totalmente em segredo durante tanto tempo, de que Black Hole Sun é uma grande música mas por motivos que nos impedem de assumir alguns gostos por pura autocrítica exacerbada, guardei para mim mesmo essa opinião durante bastante tempo.

O fato é que Black Hole Sun É uma grande canção. Não estou aqui falando de letra, até porque o próprio Chris Cornell, em entrevista, já afirmou que a letra não tem nenhum sentido mesmo. Falo de MÚSICA. Para quem não conhece, trata-se de uma música da banda Soundgarden, do movimento grunge. A música foi lançada no álbum Superunknown, de 1994 e possui um clipe bem bizarro. Inclusive tive meu primeiro contato com a faixa por meio do videoclipe, na época em que a MTV ainda era uma TV que passava música. Aos que querem ouvir a música original, favor clicar aqui. O link abre em outra janela e é o vídeo do clipe, bastante bizarro. Perceba especialmente a melancolia que a harmonia transparece.

O que me motivou a assumir facilmente o gosto por Black Hole Sun foi a descoberta de um arranjo belíssimo pelo pianista Brad Mehldau. Brad, que já fez arranjos de Paranoid Android e Exit Music, do Radiohead, por exemplo, é um grande músico de jazz e quebra a fronteira do preconceito que em geral há dos músicos “acadêmicos” com relação ao rock e à música popular em geral.

O que sugiro como audição são duas performances da canção: uma é pelo próprio compositor e cantor original – Chris Cornell – em voz e violão (belíssima interpretação) e a outra é uma performance ao vivo na Espanha do Brad Mehldau Trio (Brad Mehldau-piano, Larry Grenadier-baixo e Jeff Ballard-bateria) executando Black Hole Sun. Abaixo, aos que são fortes de espírito.


Chris Cornell, voz e violão


Brad Mehldau Trio, Parte 1


Brad Mehldau Trio, Parte 2

11/12/2009 at 1:10 am Deixe um comentário

A Morte e a Donzela

Franz Schubert foi um compositor austríaco que viveu de 1797 a 1828. Morreu, provavelmente, de febre tifóide. Consequência da contração de sífilis. Este quarteto que apresento aqui foi composto entre 1825 e 1826, bem no período quando o compositor descobriu de seu estado de saúde.

Bastante aclamado como melodista e compositor de obras curtas, Schubert é comumente deixado de lado quando da citação de grandes mestres da música ocidental. De fato, com mais de 600 Lieder compostos, obras para piano solo e quartetos e quintetos de cordas, um pouco de sua reputação fica justificada. Ainda mais pelo fato de não ter composto nenhum concerto para instrumento. No entanto, Schubert compôs oito sinfonias e também algumas obras litúrgicas. Além das oito sinfonias, outras duas não concretizadas também foram encontradas post-mortem. Sendo que a nona foi encontrada não totalmente orquestrada e, a décima, acharam apenas rascunhos.

O quarteto ‘A Morte e a Donzela’ é dividido em 4 movimentos ( , , , ) e se baseia na canção “Der Tod und der Mädchen” (A Morte e a Donzela) D. 531. A canção fala de uma moça que, em seu leito de morte, agonizando, conversa com a morte e pede que não a leve. A morte, por sua vez, lhe fala que não vem para causar sofrimento, mas para confortar e levar ao sono os que sofrem. O texto é de Matthias Claudius, poeta alemão.

Der Tod und das Mädchen (A Morte e a Donzela) D.531.

Matthias Claudius (1740-1815)

A Donzela:

Vorüber! Ach, vorüber!
Geh, wilder Knochenmann!
Ich bin noch jung, geh, Lieber!
Und rühre mich nicht an.

A Morte:
Gib deine Hand, du schön und zart Gebild,
Bin Freund und komme nicht zu strafen.
Sei gutes Muts! Ich bin nicht wild,
Sollst sanft in meinen Armen schlafen.

A Donzela:
Passe por mim, ó, passe por mim!
Visão de caveira e osso!
Ainda sou jovem, negue-me,
Vá e me deixe em paz.

A morte:
Dê-me tua mão, tua forma tão bela e amena!
Um amigo eu sou, não venho para te machucar.
Esteja animada! Não sou selvagem.
Meus braços em leve sono te terão

Gerald Moore, pianista, e Christa Ludwig, contralto, executam a canção:

No quarteto de cordas, o tema tocado pelo piano aparece de maneira literal no segundo movimento. Os dois primeiros movimentos são o ponto alto da obra. O primeiro movimento sendo uma forma-sonata e o segundo movimento sendo um tema com variações (5, no total), com reexposição ao final. Abaixo, em 6 partes, um vídeo da obra.

24/11/2009 at 10:33 pm Deixe um comentário


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