Segundas impressões

26/08/2007 at 5:53 am 6 comentários

Engraçado como passamos a vida toda ouvindo que os países de primeiro mundo são lugares sem problemas, totalmente organizados, limpos e ricos. Às vezes é impressionante como não temos noção de a que isso corresponde na realidade. Eu já tinha visitado países desenvolvidos antes para estudar e turistar, mas só agora que me mudei e começo a vivenciar a rotina que tenho uma visão clara de como é viver aqui.

Lembro-me de uma vez estar na fila de um supermercado no Brasil quando uma mulher não conseguiu passar o cartão de crédito por alguma razão e soltou este jargão: “Isso é coisa de TERCEIRO MUNDO”. Hoje tenho certeza que quem fala uma coisa dessa NUNCA esteve no primeiro.

Atualmente o Canadá é considerado o primeiro mundo dos primeiros mundos. Vancouver reveza com algumas cidades da Escandinávia o título de melhor qualidade de vida do planeta ano após ano. Isso não impede que acontençam certas coisas por aqui. Aqui em Hamilton, cidade universitária com menos de 500 mil habitantes, você pode ver gramados em vias públicas cobertos de resto de cigarro. Pode ter certeza de que não fomos nós, bárbaros do terceiro mundo, que deixamos nosso rastro lá. Aqui você nunca vai ver uma fossa aberta na rua, mas não vamos mistificar as coisas, aqui também existe gente que joga lixo na rua, e gente que não joga.

Aqui tudo é moderno e rico. O sistema de transporte é bom, os cinemas são modernos, eletrônicos de primeira linha em toda parte. Mas foi na universidade que eu senti o peso do primeiro mundo. Os alunos que fizeram pesquisa de verão (summer research) aprensentaram seus trabalhos diante uma platéia pequena antes do começo das aulas de outono. O nível dos trabalhos não é tão superior aos da UFRN, pelo menos na área tecnológica. Porém há certas coisas que fazem a diferença. O número de pesquisas e a variedade dos temas é surpreendente. Tem pesquisa sobre tudo por aqui. E a estrutura é uma covardia.

A quantidade de dinheiro que a universidade tem é um absurdo. Aqui tem quatro bibliotecas, duas delas com quatro andares, e os alunos podem pegar emprestados quantos livros quiserem. Os livros, é claro, os melhores e mais novos e em grande número. O centro esportivo (Athletic Center) deve ter o tamanho de três Hi-Fits de Natal ou mais, e um estádio(!) está centro construído. Há laboratórios de computadores em todo lugar, e internet wireless em qualquer lugar do campus. Os laboratórios de pesquisa são grandes e modernos, e até um reator nuclear imenso para pesquisa vi por aqui. O hospital universitário é um dos mais conceituados do país, e certos tratamentos (neurológicos principalmente) só existem neles.

Aqui tudo se faz pelo estudante. Querendo, você pode morar no campus, comer no campus, fazer feira no campus, ir para a balada no campus, ir ao hospital. Tudo que uma pessoa pode querer, sem nunca sair de dentro da universidade. Para entreterimento tem até boate e palco para bandas em lugar fechado (com bebida liberado para maiores de 19!!!).

Agora, uma coisa é certa, aluno ruim não é coisa de terceiro mundo. Alguns professores aqui proíbem o uso de laptops na sala porque uma parte dos alunos ficava andando pela internet durante a aula. Na seleção de mestrado, não se conta notas do primeiro ano porque as notas são desastrosas. Por aí vai…

O material humano não tem muita diferença entre os dois países. Ninguém é mais capaz porque nasceu no Canadá ou no Brasil. É tudo uma questão de oportunidade. Cada povo têm suas dificuldades e suas vantagens, cabe a nós superár-las em vez de ficarmos parados pensando que não tivemos chance.

Texto originalmente postado por Vítor Santos em http://maodupla.blogspot.com/

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Sindicato dos Heróis Ciao, Pavarotti

6 Comentários Add your own

  • 1. Renzo Torrecuso  |  06/09/2007 às 1:06 am

    Olá Vítor,
    Acho que não entendi muito bem o ponto de chegada do seu texto;

    Primeiramente por que ele começa sugerindo que passamos a vida pensando que os países de “primeiro mundo” são “…lugares sem problemas, totalmente organizados, limpos e ricos” ( mais ou menos) e conclui fazendo alusão ao ato de ficarmos (…eu não) lamentando a falta de oportunidade.
    aqui vai minha duvida:
    Ora, se o mundo desenvolvido não é essas maravilhas … 1- Por que, segundo vc, lamentamos que não temos oportunidades como este Dream Wolrd oferece?;
    2- Se não é “tão bom assim”…O que vc tá fazendo aí?

    Em segundo lugar, concluir que o material humano não tem muita diferença é algo que concordo sim, mas com muitas ressalvas:
    Vc mencionou que os estudantes não são brilhantes na sua maioria;
    1- Podem não ser agora, mas certamente aqueles que construíram toda essa infra estrutura da qual vc esta fazendo uso são certamente dedicados, esforçados e muito inteligentes, afinal funciona muito bem, ao ponto de receber, como vc, muitos estudantes do mundo todo;
    2- Se eles( estudantes daí) não são na sua maioria brilhantes, considere então outros centros de excelencia como Harvard, MIT, Cambridge, Oxford, ou ainda as Universidades de Pequim ou Tóquio que bem provavelmente teremos um índice de alunos literalmente geniais bem mais alto.

    Onde eu quero chegar é simples: O Nível OFERECIDO é MUITO mais alto nos países que já resolveram pelo menos basicamente suas questões fundamentais como miséria, criminalidade, alafabetização, sistema judicial e de saúde que funcione, e por aí vai.( e olha que o exemplo de Pequim nem se encaixa nessas condições).
    Os países que conseguem “make their home work” podem oferecer muito, mas muito mais, logo, entre mil pessoas que tiveram mais oportunidade contra mil que não tiveram é natural que o contigente de pessoas mais bem preparadas seja inegavelmente maior,mas, como disse ,isso ainda não é visível nos estudantes mas na propria riqueza geral da nação, nos esportes, nos investimentos em pesquisa, etc, etc, mas repito,se vc procura ver salas cheias de gênios vc achará por aí bem mais fácil do que por aqui. Claro, o ITA por exemplo é um dos poucos locais, e acha MESMO, mas é bom lembrar que quando ele foi criado na decada de 60 ele se inspirou no já existente MIT, aí perto.
    Então, recapitulando, vc pode realmente não estar vendo estudantes brilhantes mas está num pais no qual os estudantes de um passado proximo promoveram grandes melhorias no país coisa que convenhamos, não acontece no Brasil só por falta de grandes faculdades, a questão é mais complexa que isso.
    Finalizando, vc mencionou piúbas de cigarro…ah francamente…dá pra começar a comparação com as imundícies que temos aqui?…nem vou entrar nisso…
    Acho importante sim nãoperdermos nossa identidade mas da mesma forma respeitar e admirar as conquistas daqueles que fizeram bem feito ” o dever de casa”.

    Responder
  • 2. Marc  |  25/09/2007 às 6:55 am

    Renzo,

    acho que você não entendeu muito bem por não entender… releia o texto que está bem claro, preto no branco:

    A gente não deve se iludir achando que o primeiro mundo é perfeito, nem devemos ficar parados achando que não temos capacidade e oportunidade de explorar esse mundo (ponto)

    Responder
  • 3. Vítor Santos  |  07/11/2007 às 3:50 am

    Renzo,

    Desculpe eu ter demorado tanto a responder seu comentário, estou um pouco sem tempo. Portanto serei o mais direto possível.
    Quando você diz com certeza que o nível aqui é muito mais alto que no Brasil você diz baseado em alguma coisa ou só no seu achar? Quando eu falo que o nível daqui é similar ao do Brasil é porque eu já estudei nos dois lugares e posso te dizer, não estou inventando.
    Em nenhum momento eu falei que o Canadá era uma merda como você parece ter entendido.
    Quando você fala do MIT e outros como lugares que você só acha alunos brilhantes, acho que você peca também. No MIT existem alunos bons e ruins. Eu estudo na principal universidade em pesquisa científica do Canadá e vejo gente dormindo na sala, jogando age of empires online durante a aula e outras barbaridades. E eu não falei que todos eram ruins, eu falei que você vê alunos ruins e bons também.
    Quanto ao lixo da cidade, eu quando eu ressaltei as piúbas de cigarro, foi só um exemplo. Aqui você também vê pedaços de pizza, latas de refrigente, etc.
    Quando você perguntou “O que você está fazendo aí?”, eu poderia te dar inúmeras razões de se passar um tempo fora do país, principalmente quando você é um estudante universitário; mas vou me poupar disso porque acho que você sabe. Aliás você sabia que alguns alunos do MIT fazem intercâmbio no Brasil? Você sabe quantas universidades da França procuram acordos com universidades brasileiras? Você sabia que um pesquisador na França tem uma qualidade de vida bem inferior que um pesquisador no Brasil?

    É uma pena que ainda exista gente que pense que o Brasil é um lixo e que os países de primeiro mundo são uma maravilha sem problemas. Lamento, mas você para mim tem a mesma mentalidade que a mulher do caixa do supermercado.

    Responder
  • 4. Renzo Torrecuso  |  08/11/2007 às 4:22 am

    Oi Vitor,
    Obrigado pela resposta. É uma hora da manhã agora e é sempre bom ter um estímulo pra dar uma acordada.
    Não é facil se fazer entender por aqui, já é difícil pessoalmente, por aqui mais ainda. Mas, vamos ao embate.
    Seu texto, meu comentário e seu último comentário sofrem do mal da generalização; acontece. Muito relativo concluir pelas impressões de um outro observador, sempre pomos um pouco de nós em um relato que fazemso sobre qualquer coisa; normalmente procuro ouvir as impressões, guardar e seguir. Acredito que até mesmo sua impressão mudará com o tempo sobre tudo, não é? Espero que as minhas mudem!

    Respondo SIM para quase todas suas perguntas; Sobre a fonte de onde tiro as informações, SIM, tenho um meio irmão fazendo pos doutorado em química orgânica aí em Montreal, Tiago de Oliveira Vieira, estudou na USP, se esbarrar com ele por ai; Quanto ao intercâmbio, SIM, claro. Assim como outros países em desenvolvimento como a Índia, Tailândia, China, o Brasil exporta gênios para os grandes centros de pesquisa do mundo, pena que muitos não voltem. Tem gênio em tudo quanto é lugar. Incrível não?
    Quanto a acordos entre universidades…SIM…mas isso não enaltece nem uma nem outra…afinal acordos são feitos por interesses mútuos.
    A última pergunta retórica acredito que não dá muito pra concluir a partir de casos isolados. Vc menciona que um pesquisador na França tem qualidade de vida inferior que outro no Brasil…humm…muito difícil afirmar isso com precisão. Sabemos que o investimento em educação e pesquisa científica nos países desenvolvidos precede a própria colonização do nosso, de forma que assim como todos os salários de um modo geral são mais condizentes com a melhor distribuição de renda desses países, o de pesquisador também o é contribuindo para uma qualidade de vida melhor.

    Mas aí tmb cai na relatividade dos critérios de análise: ganham melhor como? proporcionalmente? qual é o parâmetro de riqueza?o que o cara faz com a vida dele? Complicado concluir.
    Os pesquisadores que conheci na UNESP e USP não viviam rindo a toa de seus salários. O consideravam apenas digno; alias como deveriam ser todos os salários no Brasil, país que tem distribuição de renda pior que o Belize, sem contar que temos menos investimentos do PIB em educação que paises como Quênia, Namíbia, Fiji, Butão…e por aí vai…tem o Renan tmb, tem nosso código penal que é uma piada…etc etc.
    Obrigado por compartilhar as impressões daí, interessante saber sobre o mundo.
    Abraço

    Responder
  • 5. Vítor Santos  |  09/11/2007 às 12:19 am

    Não fique com raiva de mim não, mas eu já li várias vezes você falar que é difícil ser entendido aqui nesse blog, portanto acho que você deveria melhorar sua redação, estou convencido que o problema é com você e não de todo mundo.

    Eu falei da França, que assim como a Espanha e Portugal, é um país conhecido por investir pouco em pesquisa científica. Estão tentando mudar isso agora, porque todos os pesquisadores franceses de alta qualidade estão indo para os EUA, Inglaterra, Alemanha, e alguns para o Brasil também. Um pesquisador acima da média no Brasil hoje ganha em torno de 60.000 reais por ano, o que dá uma vida de alta qualidade no Brasil. Um pesquisador na França de mesmo nível não ganha nem perto de 60 mil euros, o que daria uma qualidade de vida inferior levando em consideração o custo de vida. Os pesquisadores que você conheceu na USP, provavelmente têm dois carros na garagem, duas televisões em casa, seus filhos estudando nas escolas de ótima qualidade, empregada em casa, etc.

    Se você não acredita em mim, quando conhecer um universitário francês pergunte a ele sobre isso, é um problema amplamente discutido no meio. Dificilmente, inclusive, você achará um estudante desses países que falei interessado a seguir na vida acadêmica. Os que seguirem, provavelmente irão para a América do Norte ou para o Norte da Europa.

    Quando você compara a distribuição de renda entre Brasil e Belize é totalmente infeliz. A distribuição de renda da Espanha é pior que a do Quênia também, nem por isso a Espanha é um lugar ruim de se viver. É fácil ter uma distribuição de renda perfeita, basta deixar todo mundo passar fome.

    Quanto a comparação do PIB em educação, dá no mesmo. Esses países que você falou têm maior investimento proporcional em relação ao PIB que a maioria dos países desenvolvidos, inclusive ao dos Estados Unidos, qué o melhor país para se ganhar dinheiro academicamente falando (se você pensar só no dinheiro claro.)

    Até mais.

    Responder
  • 6. Renzo Torrecuso  |  15/11/2007 às 10:42 am

    Olá Vítor
    lá vamos nós!
    Ficou grande o texto, mas pertintente e cuidadoso quanto aos argumentos.
    Separando em tópicos ligados a cada parágrafo do seu comentário, ok?

    1- Não, de forma alguma ficar com raiva. Grato pela atenção. Quanto aos problemas de redação; obrigado pelo estímulo. Sou consciente da minha deficiencia em escrever. Sigo treinando e atento aos erros.

    1.1- O “problema” não está com ninguém; quando mencionei a dificuldade de se fazer entendido me refiro à existência de uma questão epistemológica e de linguagem que consiste, grosso modo ,no problema daquilo que alguém diz ser, por exemplo, uma “porta” representar uma imagem mental distinta para o interlocutor. Claro, em se tratando de “porta” dá margem para poucas variações: porta velha, grande, de madeira, de ferro, das mais variadas cores, etc. Entretanto, já assuntos de natureza subjetiva, ligados sempre ao conjunto de experiências pelas quais o orador e interlocutor passaram (orientação familiar, como vêem o mundo e suas crenças) demandam uma pré discussão terminológica para haver, de fato, um rigor sobre aquilo que se está debatendo. Além dessa característica o debate sempre tende a seguir uma das muitas ramificações que o orador escolhe e muitas vezes o interlocutor não, mas mesmo assim estão falando do mesmo assunto ainda que se distanciando do núcleo proposto por cada um.

    2- Veja que finalmente chegamos a um esclarecimento. No seu texto “Segundas Impressões” você defendeu uma terminologia que necessitava justamente desse aprofundamento que mencionei no parágrafo acima, pois ao fazer uso de “…países desenvolvidos” você fez uma generalização, com todo respeito; tanto que agora no seu segundo comentário é que consigo entender-lhe; de fato Alemanha é bem diferente de Espanha , França e Portugal, entretanto, todos são desenvolvidos e “primeiro mundo”. Sendo assim, a partir da sua elucidação posso dizer que concordo sim e esclareço também,de minha parte; o referencial que tenho de “primeiro mundo- Europa” é dos meus irmãos Paolo, Patrizia e Júlia que moram na Alemanha e Bélgica respectivamente, ( os relatos são muito positivos sobre lá) e sendo assim fica explicado por que a seguinte frase me pareceu, mais uma vez, se me permite, demasiado generalizadora, principalmente por usar “…com CERTEZA” e ” NUNCA”, confira:

    “Lembro-me de uma vez estar na fila de um supermercado no Brasil quando uma mulher não conseguiu passar o cartão de crédito por alguma razão e soltou este jargão: “Isso é coisa de TERCEIRO MUNDO”. Hoje tenho certeza que quem fala uma coisa dessa NUNCA esteve no primeiro.”

    Surpresa! Não. Eu morei e concordo parcialmente com a idéia da senhora da fila, claro que jamais falaria como ela falou, pois não é tão simples assim separar as coisas em “primeiro mundo é bom terceiro é mau”. Convenhamos, pela extrema concorrência e seriedade das empresas “de primeiro mundo”( termo bem ultrapassado, rizível até, para um amigo suiço) os serviços prestados normalmente são de qualidade melhor que aqui.

    3- Claro que acredito, Vítor! Agradeço por poder aprender sobre a realidade da França, que como vimos, não estou muito informado.

    4- Os itens de análise são naturalmente generalizadores; distribuição de renda, IDH e PIB são apenas indicadores de desenvolvimento, mas como vc bem sabe há uma infinidade de outros fatores que devem ser levados em conta. Serve para ter uma idéia e bom senso se encarregam do resto. Kuwait é exemplo clássico. Renda per capita de 17 mil dólares! Mas tem miséria e etc e tal. Precisa realmente usar bom senso e separar exceções de indicadores de tendência.
    O Quênia é realmente pobre e ter distribuição melhor que a Espanha é uma exceção que praticamente não contribui para tornar o país mais interessante que quase qualquer país da Europa, inclusive do Leste!
    Ainda assim é uma exceção aparentemente positiva do ponto de vista do queniano, mas repito, sabemos que é enganador tal dado.

    Fiz uso dados de investimento em educação para ilustrar algo que é patente e verdade: problemas mais sérios que caracterizam subdesenvolvimento no nosso país. Mas poderia citar também a questão agrária, os 15 milhões de analfabetos funcionais, e muitos outros problemas que não existem nem na Espanha, Portugal, França e tantos outros países.

    4.1- Finalizando. Mais erros de análise, perdoe a insistência: Cinco mil reais por mês(60.000 ano) dá uma vida de alta qualidade? Onde? O que é alta qualidade?
    Permite uma vida modesta para um casal em um grande centro como SP, se tiver filhos, sem chance! . Um cálculo rápido de quem estudou e morou 10 anos em SP: R$1200 aluguel apartamento 2 quartos com condominio em um local decente; R$ 1000 (2 x R$500) plano de sáude; R$1000 alimentação; R$ 400 combustível; R$400 lazer…acabou o dinheiro! Isso não é alta qualidade.

    Acredito que estamos na verdade discutindo uma valorização bastante subjetiva sobre valores patrioticos. Não acha?

    Obrigado pela atenção.
    Abraço

    Responder

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