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Motores de Busca, volume 1

É incrível ver de onde as pessoas chegaram ao seu blog. Food for thought.

filosofias iradas

Queria entender do que se trata uma filosofia irada. Tá buscando informações sobre o movimento Hippie?

imagens aterrorizadoras de vulcões a explodir

Sinceramente: QUAL O SENTIDO DESTA BUSCA CAIR NO MEU BLOG? Especialmente depois de “aterrorizadoras”. Vou até buscar se eu escrevi isso em algum lugar!

and i love her no assobio

O cara quer ouvir a música no ‘assobio’ no youtube? Por que ele mesmo não asso’b'ia a música?

texto do estudo da mente de uilame

Essa é novidade pra mim! Alguém sabe dizer se há mesmo um texto de Uílame sobre estudo da mente? Esse eu faço questão de ler!

23/10/2009 at 4:36 pm Deixe um comentário

Amores não-vividos

“…Não se afobe, não
Que nada é pra já
O amor não tem pressa
Ele pode esperar em silêncio
Num fundo de armário
Na posta-restante
Milênios, milênios
No ar…”
Chico Buarque

Para onde vão os amores não-vividos?

Onde será que habitam as criaturas do mundo das possibilidades? Serão elas como nós? Será que do lado de cá há também outras possibilidades concretas para nós e não-concretas para elas?

Para onde vai aquele beijo não-dado? O afago nos cabelos? As palavras de carinho que nunca foram ditas mas que foram ensaiadas mentalmente tantas vezes?… O tempo trata de acalantar nosso espírito do sofrimento de toda a expectativa que os amores possíveis causam, mas basta uma ligação, um mero olhar. Qualquer ato cheio de silêncio… Silêncio cheio de significados… um silêncio daqueles que varrem nosso cérebro à procura daquilo que só achamos quando não procuramos de propósito. Que só achamos quando o silêncio cheio de beijos não-dados e palavras não-ditas nos enche o espírito e nos inflamos como balões de hélio e voamos aos céus.

E o que fazer se ainda não for a hora? E se dois possíveis amantes nunca souberem que seu amor é possível?

(…)

Ah!, mas o tempo trata de dar o seu jeito e nos acalenta novamente. E para algum lugar de nós essas lembranças dançam e se escondem noutro lugar e nunca morrem. Estarão sempre lá prontas para serem recolhidas quando aquele vento soprar…

E não esperamos sempre secretamente que ele sopre?

26/12/2007 at 4:43 am 7 comentários

Feliz Ano Novo

Desejar feliz ano novo sempre é uma tarefa difícil. Como já dito no ano passado aqui neste post, é difícil soar verdadeiro e fugir da mecanicidade própria dessa época.

Às vezes posso até parecer chato e sem atenção por não responder a todos os recados, telefonemas e emails que me são enviados mas quem me conhece sabe que não é uma atitude proposital. Eu que sou mesmo muito esquecido.

Quero, então, neste post, no último dia deste ano, desejar a todos que sua página branca (ver post do ano passado aqui) esteja pintada (o que quer que seja) da maneira como quiseram. Todos sabemos que nunca se têm tudo que se quer e talvez a tela esteja borrada. Talvez alguns traços não tenham sido bem postos. Mas, na arte, assim como na vida, o que mais importa é a intenção do artista.

Para o próximo ano, que a sua técnica de pintura se aprimore e sejamos artistas da vida da melhor maneira possível.

Feliz 2007.

Gabriel Galvão

31/12/2006 at 3:45 pm 3 comentários

Jesus voltou!

O cristianismo possui uma crença forte na ressureição de Jesus Cristo. Além da ressureição, há também a promessa de uma segunda vinda de Cristo à Terra. A bíblia possui várias citações que corroboram com este pensamento:

“Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim eu vo-lo teria dito, pois vou preparar-vos lugar. E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez e vos levarei para mim mesmo, para que, onde eu estiver estejais vós também” (João 14:1-3).

“Porém daquele Dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, mas unicamente meu Pai… Mas considerai isto: se o pai de família soubesse a que vigília da noite havia de vir o ladrão, vigiaria e não deixaria que fosse arrombada a sua casa. Por isso, estai vós apercebidos também, porque o Filho do Homem há de vir à hora em que não penseis”(Mateus 24:36,43,44).

Mas recentemente eu tive um insight e descobri um fato interessante! Para algumas pessoas, Jesus já voltou!

Voltou e está sofrendo bastante, assim como em sua primeira vinda, do não reconhecimento de seu povo. É realmente uma situação delicada! Como saber se o possível Jesus é Jesus de verdade?!

Mas essa discussão não cabe aqui. Pois para um grupo específico, Jesus já voltou! E este grupo é do dos Lulistas.

O Lulismo é a mais nova seita religiosa existente. Com uma quantidade gigantesca de fiéis, promete ser sucesso geral! Analisemos os lulistas e sua visão de Lula. Veremos que Lula para eles é um grande sofredor, que veio para expiar o Brasil de seus pecados. Ora sofre acusações ilegítimas! Puro e inocente como o filho de Deus deve ser. O Lulismo baseia-se em fé, assim como qualquer crença religiosa, pois há de se acreditar que realmente Lula não sabia e nem tem culpa de nada. E que os outros serão sempre Barrabás e Pôncios Pilatos.

Resta saber se Cristóvam Buarque é o Judas.

P.S.: Heloísa Helena é o Judas, de acordo com minha amiga Mariana Klemig.

P.P.S.: Eu NÃO voto em Alckmin.

10/10/2006 at 2:59 am 2 comentários

Página branca

Não costumo escrever textos que relatem explicitamente fatos da minha vida. Primeiro porque não é a idéia deste blog e também por não gostar muito do resultado final.Contudo, senti a necessidade de fazê-lo neste momento de virada de ano.

Em alguns momentos, quando, absorto em meus pensamentos, as idéias fervem em profusão e, como uma espiral de abelhas zunindo no interior do meu cérebro, me levam a um estado de agitação interior, sinto que preciso expulsá-las da minha cabeça.

Neste momento isso me ocorre pois estou há muitas horas só (mas não interpretem isso como sinal de tristeza) e as reflexões se tornam mais constantes. Ao parar e olhar para trás, como é um hábito se fazer ao chegarmos em todo final de ano, tenho desta vez um panorama muito diferente: desta vez estou longe de casa, da família e dos amigos e isso gera uma necessidade de gravar no tempo toda a minha saudade e sinceros votos.

Poderia desejar uma lista interminável de clichês de ano novo mas, como sempre, fujo do clichê como o Diabo foge da Cruz. Os clichês têm um poder imenso de parecerem mentiras quando ditas, mesmo que você realmente deseje aquilo para os seus amigos.

E o que é que eu desejo a todos vocês?

Desejo que encarem este novo ano como uma página vazia. Desenhem nela com sua melhor tinta. Com Harmonia, como na música, para quem é de música e como a unidade homem-máquina, para quem é do pedal. Com Força, como nos primeiros compassos do Imperador de Beethoven e como em subidas intermináveis mas também com Sensibilidade, como no primeiro movimento do concerto para violino do Grande Mestre e também como quem alivia as marchas na hora certa. Com Calma e Descontração, como na Sinfonia Pastoral e também como em um pelotão de amigos ciclistas pedalando calmamente absorvendo a cidade. Mas sem esquecer da Corretude e Seriedade, como nos Quartetos do Mestre.

Enfim, que saibamos todos sempre nos equilibrar nas rodas da vida e sermos um só com a vida, com nossos instrumentos ou com nossas bicicletas.

A todos os amigos, aos que me deram à vida e me ensinaram o que é viver – a minha família, aos que conheci na vida, na música ou na estrada. Àqueles da minha Terra Natal, e àqueles que vêm me acolhendo ao longo do meu trajeto na estrada da vida nesta minha nova fase aqui em Brasília.

Sou muito grato a todos,

Gabriel

30/12/2005 at 2:24 am 15 comentários

Deus segundo Laerte

Tira originalmente publicada por Nanda PiG em http://maodupla.blogspot.com/

05/10/2005 at 1:09 am 2 comentários

"Homem, irado demais!!! Blood Avenger!!!" e a filosofia-do-vaqueiro.

Quem nunca se deparou com um metaleiro radical anormalmente chato?
Foi assim que começou a saga do metaleiro Uílame – que nome escroto haha – onde em seu primeiro “episódio” (se é que podemos chamar assim) enche o saco de alguém enquanto está na fila para o show da banda Angra.

Acho que Ticiano D’Amore, criador do personagem e da banda fictícia (que, aliás, já foi montada, dizem) não imaginava a repercussão que o metaleiro Uílame iria ter. Os mp3 se espalaram rapidamente na internet utilizando-se somente de um “boca-a-boca” virtual.

Em resumo, o nosso caro Uílame é um camarada que possui uma linguagem altamente local. Usa e abusa de todo o repertório de gírias natalenses. Então, o que é que explica o sucesso do Uílame? Eu não sei explicar. Talvez por toda parte as pessoas identifiquem o personagem a algum amigo. Afinal, há metaleiros chatos por toda a parte.

Mas não é só por conta das peculiaridades que o metaleiro Uílame e o Blood Avenger são interessantes. Outro detalhe é a visível crítica à alienação musical dos metaleiros, que mais parecem seguidores da Igreja Universal do Reino de Deus no tocante ao seu gosto musical. Possuem sempre o melhor gosto e só o que é bom é o que é metal. No final, se colocam dentro de uma redoma cultural onde todos respiram o mesmo ar e evitam contato com qualquer outro tipo de opinião. A partir daí são visíveis fenômenos interessantes tais como andar de preto nas ruas em pleno meio dia, meninas com maquiagem pesada, coturnos, jeitão de “malandro-evil-from-hell-psychotic-i’mgonnakillyou”, Byronistas que nunca leram uma só obra de Lord Byron… a lista é imensa.

O que é mais engraçado é que também existe o grupo dos metaleiros que não se vestem “a caráter” e não habitam as praças de alimentação dos shoppings centers. Neles, há a presença de clichés bem interessantes que talvez sejam um puro preconceito meu mas creio que haja uma interseção entre o grupo ‘metaleiro’ e os forrozeiros no quesito ‘beber até cair’, por exemplo. Há uma verdadeira adoração ao álcool e um orgulho intrínseco que todos devem sentir ao ficarem ‘lixo’. É puro glamour. E ai de quem não goste de beber: é taxado de inúmeros adjetivos pejorativos que não vou fazer o favor de listar.

É o que chamo de ‘filosofia-do-vaqueiro’. Os forrozeiros cultuam o álcool e os efeitos desastrosos de seu consumo em altas quantidades há muito mais tempo que o segundo grupo (metaleiros forrozeiros). O estranho é perceber, com o tempo, que os dois grupos se parecem mais do que aparenta.

Ah, e para quem não sabe, Ticiano D’Amore é guitarrista das bandas Kassava e Apollo 11 e dentro de um mês o site oficial do Blood Avenger entrará no ar.

09/05/2005 at 11:14 pm 10 comentários

O Sétimo Selo, Existencialismo e vida após a morte.

Estava eu refletindo sobre o que escrever aqui. Escrever por escrever não faria o mínimo sentido. Escrever alguma coisa que valha a pena ser lida creio que seja o ideal. E, assim, pensei um tempão pensando sobre o que escrever aqui até que assisti um filme: “O Sétimo Selo” de Ingmar Bergman, famosíssimo diretor sueco. Depois de ter assistido o filme parece que uma série de coincidências foi acontecendo – todas relacionadas à discussão do filme – e se eu não escrever sobre ele parece que eu estarei deixando alguma coisa passar batida.

O filme conta a história de um cavaleiro medieval que, após chegar das cruzadas, dá de cara com a Morte. A Morte – Bengt Ekerot o aborda e lhe indaga se ele está pronto para morrer, pois sua hora houvera chegado. O cavaleiro, então, se recusa a morrer sem antes entender o sentido da vida (“Meu corpo está pronto mas minha alma não está”) e desafia a Morte para um jogo de xadrez que se desenrola durante todo o filme.

A partir daí, o cavaleiro – Antonius Block -, interpretado por Max von Sydow, parte em sua jornada de volta à casa de sua esposa junto ao seu squire Jöns. No meio do caminho eles conhecem diversas pessoas e elas se juntam em uma só jornada onde por toda parte lidam com a morte – a peste negra está dizimando muitos por toda a Europa.

Não vou contar tanto do filme pois o mais interessante, na minha opinião, é ver o filme com o mínimo de informação possível.

O que é mais interessante é a extrema curiosidade e inquietação do cavaleiro ao tentar compreender o sentido da vida e a também extrema curiosidade da Morte em entender aquele homem.

Uma citação do filme me chamou muito a atenção:

“Faith is a torment. It is like loving someone who is out there in the darkness but never appears, no matter how loudly you call.” Antonius

A dúvida cruel do cavaleiro: viver uma vida sem sentido ou crer mesmo duvidando de tudo? Vale a pena viver sem acreditar em nada? Qual o sentido então de passar por tudo que passamos? É incrível como me identifico com esse questionamento.

É um filme existencialista. Pelo que li de críticas, associam muito o existencialismo desse filme ao de Søren Kierkegaard, que, diferentemente do de Sartre, Heidegger ou Nietzsche, possui a idéia de religião associada a ele. Mas não entro nessa discussão por falta de conhecimento. Aliás, não deveria nem ter escrito esse texto mas me atrevo.

A coincidência foi que hoje ao receber a revista Veja me deparei com uma capa falando sobre a vida após a morte e foi impossível para mim não ligar uma coisa com a outra. Será que a crença na vida após a morte não é mais uma maneira de não encarar o problema fundamental de toda a filosofia?

08/05/2005 at 8:55 pm 7 comentários

Olá,

um post inicial só pra tentar explicar – digo tentar pois nem eu sei bem o que vai ser escrito por aqui – o que seria esse blog.
Creio que a idéia básica é a de se escrever coisas aleatórias sobre música, cinema, curiosidades de internet, humor negro ou qualquer outra coisa que chame a atenção.
O nome é Mão Dupla pela idéia que me foi dada pela Layanna e que nem sei se ela vai participar ou não disso aqui, né Lay? Espero que ela aceite o convite.
Se ela aceitar o nome faz sentido. Mão Dupla pois seriam duas opiniões para cada assunto abordado.

Post ridículo só pra encher um pouco a primeira página e testar os templates.

[]‘s

06/05/2005 at 2:05 am 4 comentários


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